Todas histórias de amor têm um fim.

Somos um, agora.

Estamos sentados e o teu rosto ilumina-se com a trémula luz que nasce de uma vela colocada ao longe.

Quantos não matariam por te ter? São tantos, meu amor. Desejarem-te assim é um pecado irreversível. Conquistas estas almas pobres com o teu corpo delineado por curvas que fazem sobressair a tua figura.

Perco-me nos teus cabelos ruivos e nos labirintos dos teus olhos azuis. 

Esboças um leve sorriso desses lábios encarnados e levantas-te, mostrando o teu vestido de cetim azul com o laço perfeitamente desenhado na tua cintura e segurando um requintado copo de champanhe. "Amo-te", dizes tu, deixando que as palavras voem levemente até mim. 

Vou até ao teu encontro, também de copo em mão. Curiosamente, também eu tenho um vestido azul. Dá-me por cima dos joelhos e é muito simples, assim como nós. 
Dei dois passos e abraçei-te.

Quando te abraçei, sei que sentiste o meu coração, que teima em sobreviver por te amar, junto a ti e mais quente do que nunca.
Nesse momento, deixei de ver o teu rosto pálido e deixei de respirar. A luz fugiu, os copos cairam e soaram as badaladas da meia noite.
Chegara o fim para nós.  

publicado por Rita às 20:00 | link do post | comentar