3.

No meio do nada, existes tu. 
Agarro-me aos teus cabelos escuros e é agora, neste momento, que me perco. É nesta cama que me levas daqui e, por mais reles que pareça, me amas.

Não são precisas as palavras, connosco o silêncio é confortável. Bastam os gestos, os toques e os beijos doces que me dás. 
Dizes que cheiro a tabaco mas isso não te faz gostar menos de mim. Desejas-me e eu sinto-o quando te toco e te beijo a face rosada.

As camisolas e os vestido já jazem no meio do chão, perdidos. Sou tua, puramente e sem vergonhas.

Quando fecho os olhos e me sussuras um amo-te (e tantas vezes o fazes!), trinco-te o lábio e seguras-me para nunca mais me deixar ir. Aqui não proferes frases românticas cujas palavras não fazem sentido nem finges ser o que não és. Não há tempo para desperdícios, nem tão pouco para momentos mortos. Reina a carne e é só isso que interessa.
De repente, passamos para o outro lado e existimos só nós.

Tu bastas-me, num todo. 

publicado por Rita às 22:53 | link do post | comentar