Morrer de amores.

Quando vais fica o vazio, quando vens fica a dor.

Não sei mais o que te chamar. Uma nuvem negra que paira sobre mim, possivelmente. Não és paixão, não és vazio, és tão pouco e tão tudo. 
Cheiras a um perfume intocável e sabes a uma presença constante. Em ti encontrei, num dia bem longe deste, um local para onde fugir nos dias mais escuros, um punho de paz e de amor. Hoje canto-te, de ódios e amores perdidos, de bem longe. Não estás mais aqui, nem eu. 
Sufocam-me as pessoas, a Morte e o fogo do teu olhar.
O fogo desses olhos que foram os últimos a ver-me enquanto ainda me encontrava meio lúcida. Os últimos olhos a verem-me com vida.  

publicado por Rita às 22:21 | link do post | comentar