No meio do campo verde, cheio de castanheiros que faziam o tamanho de 20 homens, havia uma pequena casa de madeira. Aí, onde a fraca luz do sol entrava pelas janelas e dava cor aos objectos, havia uma menina que se entregava ao piano, lutando contra a debilidade das suas mãos. Cada ruga era um ano, de tantos que já tinham passado. Nessa casa, onde essa senhora menina se entregava ao piano, não havia mais nada. Não havia a cumplicidade de dois seres, não havia paixão. Um dia, a menina parou de tocar e ele entrou novamente pela porta que o viu sair. Regressou para se remediar de todo o tempo que tinha passado e, embora não sabendo, voltou em vão. 
 

publicado por Rita às 14:39 | link do post | comentar