Não me perguntes porquê.

Meio despido, meio nu, via-o no meio da rua, despido de preconceitos e ódios. Desejava-a, muito mais do que qualquer um que já a havia visto. Muito mais do que aquilo que o coração permitia. Enquanto isso via-a a ela, sentada no seu cadeirão de pano velho, enrolada numa manta já gasta pelo tempo e a fumar o seu cigarro. Desejava-o, quase tanto como ele a ela mas ela não o permitia. Nunca, em toda a sua curta vida. Não o iria magoar, nem enrolar nos seus fios de confusão e desejo. No fundo, descruzam-se vidas e histórias ficam por contar.

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publicado por Rita às 23:52 | link do post | comentar