Em determinadas noites, em que a Lua faz luz para que te consiga ver, em que jaz a confusão e reza a precariedade da solidão, vêem-se as pessoas abrirem as mentes às lacunas das suas ideias. Ideias vagas, sem argumentos nem regras. Dizem que sim porque lhes agitam a cabeça, assim como fantoches numa peça de teatro e dizem o dito por não dito.

Critica-se a pressão, a munipulação, os outros mas nunca, por Deus, o cérebro de cada um.

Somos dependentes dos outros, daí a falta de ideias próprias. Culpa nossa? Nunca.
Vivemos para morrer porque é assim que deve ser. Sonhamos para fugir da obrigação de ter que fazer porque não estamos pré-destinados a isso.
Fugimos eternamente porque sabemos que já estamos presos pelos outros, pelos que nos julgam ter. 

 

Madame, tudo menos nós mesmos.

publicado por Rita às 22:26 | link do post | comentar