Segunda-feira, 13.12.10

Prazeres.


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Passa a mão pelo meu rosto. Os nossos sonhos pintados de cores, fugiram? Tenho saudades do teu cheiro e do calor que se sentia quando encostava a cabeça no teu peito. Acariciavas-me os cabelos e aliviavas a minha alma e os meus sabores. Hoje sinto-te a chamar por mim e sinto uma vontade enorme de adormecer ao teu lado e de não pensar. Não me interessam os clichés, se esses me fizerem feliz.

Dá-me as palavras e os teus beijos, dá-me o teu calor e o desejo que se fazia sentir.

Vive, disseram um dia. Não te esqueças é de mim nem de nós.

publicado por Rita às 22:38 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 06.12.10

Saudades.

O que são, além de um sentimento subjectivo perdido no meio de tantos outros?

No meio do álcool e da droga já nem te sinto bem. Já nem te toco por querer. Ganha-se tão pouco. A futilidade dos dias reflecte-se em poucas horas nas caras desonestas e perdidas no meio da rua.

Lá fora, naquele buraco escuro onde se perde o som e se deixa de sentir o toque estás tu, escondida.

Tu, corpo de mulher, perdida no meio do que tanto anseias. De que te servem as curvas e os lábios vermelhos que nos enfeitiçam?

Tu, corpo de homem, bem sei que também lá estás. Estás perdido com ela, como sempre. Perdeste-te no toque e no sentido da palavra.

Hoje escrevo demais para te ouvir.O teu rosto está cansado, bem o sei. És a pouca luz que vejo no meio daquele buraco em que ela também está. Não anseias por fé, mas esperas que o desejo chegue até ti.

Queres-te a ti mas tu já te perdeste.

 

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publicado por Rita às 23:19 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Terça-feira, 30.11.10

Está frio perto de ti.

 

Não, não podes ter medo daquilo que não vês. Sim, podes ter medo dos olhos que te vão sugando a alma sem que te dês conta. Disfarça-se de amor e nem sentes. O corpo doce é uma ilusão e as palavras vêm decoradas de textos bonitos onde tu estás longe de aparecer. Sentes o calor do toque mas isso é só por um segundo. O frio volta. Volta sempre.

publicado por Rita às 00:36 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 23.11.10

Não me perguntes porquê.

Meio despido, meio nu, via-o no meio da rua, despido de preconceitos e ódios. Desejava-a, muito mais do que qualquer um que já a havia visto. Muito mais do que aquilo que o coração permitia. Enquanto isso via-a a ela, sentada no seu cadeirão de pano velho, enrolada numa manta já gasta pelo tempo e a fumar o seu cigarro. Desejava-o, quase tanto como ele a ela mas ela não o permitia. Nunca, em toda a sua curta vida. Não o iria magoar, nem enrolar nos seus fios de confusão e desejo. No fundo, descruzam-se vidas e histórias ficam por contar.

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publicado por Rita às 23:52 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 19.11.10

o vento não sopra aqui.

Via-te correr e ouvia o meu nome a ser pronunciado bem alto pela tua voz. Aqui, dentro destas paredes que nos separavam não te conseguia ouvir e o meu coração estava bem longe do teu. Enchias o peito e voltavas a chamar por mim mas eu continuava sem te ouvir, ao que parece.

Passaram-se os anos, passaram-se os tempos. Fizeram-se feridas nos corações perdidos e novas esperanças como que remédio. Alma, estiveste perdida desde sempre.

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publicado por Rita às 00:05 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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